PF apura possíveis irregularidades na administração do Banco Regional de Brasília

A Polícia Federal (PF) está investigando uma forma peculiar de aquisição de ações do Banco de Brasília (BRB) por empresários ligados ao Banco Master e à Reag Investimentos. De acordo com a investigação, a compra das ações foi realizada de forma fragmentada e dificultada de rastreamento, através de vários fundos e estruturas intermediárias, o que tornou difícil a identificação dos reais compradores.

Os empresários Daniel Vorcaro, Maurício Quadrado e João Carlos Mansur adquiriram ações do BRB como pessoas físicas, mas por meio de diversas camadas de intermediários. A Polícia Federal está apurando o motivo pelo qual as aquisições não foram feitas de forma direta e transparente, e por que os compradores não informaram ao banco sua condição de acionistas.

Vale ressaltar que não há ilegalidade em adquirir ações, porém, o foco da investigação é o modelo utilizado para essa aquisição, que teria ocultado a identidade dos compradores.

A investigação também envolve outras questões, como a falência do Banco Master e a venda de papéis sem lastro para o BRB no valor de R$12 bilhões. Além disso, a Reag Investimentos, de Mansur, também está sendo investigada por suspeita de movimentação atípica de recursos e indícios de fraude.

Os empresários adquiriram ações do BRB durante a gestão anterior do banco, que foi comandada por Paulo Henrique Costa, afastado judicialmente da presidência do banco no mesmo dia da liquidação extrajudicial do Banco Master. A Polícia Federal está investigando a ligação entre as operações suspeitas envolvendo o BRB e o Banco Master, que ocorreram entre 2024 e 2025, e o modelo de aquisição das ações.

O Banco de Brasília afirmou que a auditoria encontrou “achados relevantes” e que está adotando diversas medidas para recuperar prejuízos causados por agentes envolvidos na operação “Compliance Zero”.

By Portal de Canoas