Gastos com ex-presidentes do Brasil continuam altos, mesmo com prisões: mais de R$ 9,5 milhões em 2025.

Em meio a prisões de ex-presidentes como Fernando Collor e Jair Bolsonaro, os gastos vitalícios da União com os ex-chefes de estado ultrapassaram R$ 9,53 milhões em 2025, mantendo um patamar semelhante aos anos anteriores. O benefício inclui custeio de passagens aéreas, hospedagem e combustível, e é concedido a qualquer pessoa que já ocupou o cargo presidencial, garantindo quatro servidores para segurança e apoio pessoal, dois assessores, dois veículos e dois motoristas.

Dilma Rousseff, que vive na China, é a ex-presidente que mais gasta, totalizando R$ 2,37 milhões em despesas. Além dos gastos usuais dos ex-presidentes, ela acumula passagens aéreas internacionais e verbas indenizatórias de pessoal por serviços fora do país, totalizando R$ 509.350 em 2025.

Collor fica logo atrás, com gastos somando R$ 2,27 milhões. Mesmo cumprindo prisão domiciliar por condenação, ele é o que mais utiliza o dinheiro para passagens, locomoção e diárias em hotéis, destinadas aos seus servidores.

Lula da Silva é o único ex-presidente que abriu mão do custeio, por ter se reelegido em 2022. Os gastos totais com ex-presidentes em 2024 totalizaram R$ 9,89 milhões, descendo para R$ 9,73 milhões em 2023, contra R$ 8,84 milhões em 2022 e R$ 7,08 milhões em 2021.

Outros ex-presidentes como Michel Temer, José Sarney e Fernando Henrique Cardoso também tiveram gastos expressivos com o benefício, destacando-se as despesas com passagens, hospedagem e segurança em atividades no Brasil e no exterior.

By Portal de Canoas