As tarifas adicionais aplicadas pelos Estados Unidos podem se transformar em uma oportunidade para o agronegócio do Brasil, que é “muito competitivo”, afirmou Carlos Fávaro, ministro da Agricultura, durante um evento sobre etanol de milho em Mato Grosso.
Nesta quarta-feira (02), o presidente Donald Trump anunciou que os EUA vão impor uma taxa mínima de 10% sobre os produtos importados do Brasil a partir do próximo sábado (05), como parte de um decreto que estabelece tarifas recíprocas aos parceiros comerciais do país.
Apesar de reconhecer que as ações de Trump podem prejudicar os mercados internacionais, Fávaro destacou que o Brasil tem competência para transformar essa situação em uma grande oportunidade. Ele ressaltou a competitividade do país, principalmente no setor agropecuário.
O ministro também observou que a alta da Selic dificulta a equalização de juros para que o Tesouro subsidie as taxas do próximo Plano Safra.
Diante desse cenário, Fávaro mencionou que o governo brasileiro vai focar nos agricultores médios no próximo Plano Safra, seguindo a linha de apoio já oferecida aos pequenos produtores, com o objetivo de garantir alimentos mais acessíveis em um contexto de preocupação com a inflação.
“Vamos priorizar o Pronamp, voltado para os médios produtores, seguindo um modelo semelhante ao Pronaf, que beneficia a agricultura familiar”, afirmou o ministro.

