Negociações com Congresso são prioridade para governo de Lula em acordo Mercosul-UE, ignorando desafios na Europa.

O governo brasileiro mantém a estratégia de priorizar a aprovação do acordo entre Mercosul e UE no Congresso Nacional, apesar da decisão do Parlamento Europeu de apoiar a judicialização do tema. Obstáculos como esse eram esperados e não colocam em risco o entendimento alcançado após mais de duas décadas de negociação.

O governo planeja agilizar a ratificação interna do acordo para pressionar a União Europeia, mostrando o custo de manter o tratado pendente do lado europeu. A expectativa é aprovar o tema no Congresso após o recesso, em fevereiro, o que poderia gerar constrangimento político em Bruxelas.

Após cumprir as etapas internas, o Mercosul espera que as instituições europeias lidem com as resistências de alguns governos nacionais. A pressão para avançar com o acordo deve vir tanto da Comissão Europeia quanto do jogo interno entre os países do bloco.

O movimento do Parlamento Europeu reflete a contestação ao acordo em alguns países, com destaque para a França, que liderou a oposição devido à ampliação da concorrência de produtos agrícolas sul-americanos. Outros países como Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria também votaram contra o texto e buscam barrar sua ratificação.

O acordo já havia sido aprovado pelo Conselho Europeu e agora está em tramitação no Parlamento Europeu. A resistência de alguns governos e setores contrários ao tratado é vista pelo governo brasileiro como parte do rito institucional previsto no processo.

By Portal de Canoas