A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) emitiu um comunicado nesta terça-feira (15) expressando preocupação com a situação econômica do país, afirmando que a economia brasileira está “à margem de uma agenda política sequestrada”. Isso ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impor uma tarifa de 50% às exportações brasileiras, que entrará em vigor em agosto.
Em uma carta enviada ao presidente Lula na semana passada, Trump mencionou processos judiciais envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal.
A CNA, principal entidade do agronegócio brasileiro, criticou a política nacional, destacando que ela gira em torno de uma pauta ideológica e antinacional, o que tem atrapalhado a recuperação econômica, a atração de investimentos e a geração de empregos no Brasil.
Para a CNA, a presença dessa agenda como prioridade, inclusive nas relações internacionais, ficou ainda mais clara com a carta de Trump.
A entidade destacou a importância do Brasil como fornecedor estratégico de alimentos, energia limpa e minerais críticos, criticando a atual situação do país que está mais focada em crises políticas internas do que em suas oportunidades.
A CNA ressaltou que o Brasil tem sido governado, de alguma forma, por uma obsessão com o passado, resultando em disputas políticas que não contribuem para os interesses econômicos nacionais.
Além disso, a confederação criticou o governo Lula, mencionando que em vez de adotar uma postura pragmática e pacífica, optou por reabrir feridas políticas e tratar adversários como inimigos.
A preocupação da CNA é que o Brasil necessita de reformas estruturais, segurança jurídica e um ambiente político que permita planejamento a longo prazo. A confederação alertou que nenhum investidor irá se interessar por um país preso em disputas do passado.
A entidade destacou a importância de o Brasil olhar para o futuro e de todos os lados da política agirem com maturidade para superar a crise atual.
O Senado aprovou a criação de uma comissão temporária externa para atuar diplomaticamente junto ao Congresso americano, buscando resolver a questão das tarifas impostas por Trump. O grupo viajará para Washington no final de julho e funcionará por 60 dias.
O objetivo é estabelecer canais de diálogo em um momento em que os canais diplomáticos tradicionais encontram obstáculos, visando evitar prejuízos nas exportações brasileiras para os Estados Unidos.

