Valor do dólar encerra o ano com a maior diminuição em quase 10 anos, fechando em R$ 5,48

Após iniciar o ano de 2025 sendo negociado a 6,17 reais, o dólar encerrou o último pregão do ano valendo 5,48 reais. Com uma queda acumulada de 11,2%, a maior desde 2016, a moeda americana fechou a sessão de terça-feira (30) com uma queda de 1,47%, após ter atingido 5,57 reais no dia anterior.

No início do ano, uma crise fiscal agravada impactou o mercado interno, levando o dólar a testar novas altas. Em momentos críticos, a cotação chegou a ultrapassar os R$ 6,30 em dezembro do ano anterior, após uma série de promessas não cumpridas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao ajuste nas contas públicas.

A alta do dólar, que influencia diretamente nos preços dos alimentos e outros produtos com ligação direta ao mercado internacional, foi um dos fatores que levaram ao aumento significativo da taxa de juros pelo Banco Central do Brasil.

A Selic, taxa de referência, subiu de 10,5% em outubro do ano anterior para 15% em junho, em uma das maiores elevações em duas décadas. Os juros mais altos tornam os títulos locais mais atraentes e ajudam a manter parte do capital estrangeiro no país.

No entanto, foram os eventos externos que mais influenciaram a dinâmica do câmbio ao longo do ano, especialmente a posse do ex-presidente e novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em janeiro. Com sua política de guerra comercial contra vários países, Trump iniciou uma série de eventos globais que levaram o dólar a se enfraquecer em todos os mercados.

Em comparação com as principais moedas de economias desenvolvidas, o dólar teve uma queda média de 9% em 2025, de acordo com o índice DXY, que monitora a variação do dólar em relação a seis outras moedas: yen, libra, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço.

Outro fator que contribuiu significativamente para a desvalorização do dólar foi a redução das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, em setembro. Isso liberou dólares que estavam retidos nos títulos do governo americano, considerados os mais seguros do mundo, e incentivou o capital internacional a buscar investimentos em ativos de maior risco, como ações e moedas de países emergentes. (Com informações da revista Veja)

By Portal de Canoas