O salário mínimo foi reajustado para R$ 1.621 a partir de 1° de janeiro, com um aumento de R$ 103 em relação ao valor anterior, que era de R$ 1.518. Esse reajuste de 6,79% corresponde à inflação de 4,18% medida pelo INPC em 12 meses até novembro, somado a um aumento real, conforme regra de aumento do mínimo.
Esse novo valor representa um mínimo de R$ 54,04 por dia e R$ 7,37 por hora, impactando benefícios pagos pela Previdência Social, como aposentadorias, pensões, BPC, abono do PIS/Pasep, atrasados do INSS e a contribuição do MEI.
O reajuste beneficiará 61,9 milhões de brasileiros com rendimentos vinculados ao salário mínimo, incluindo beneficiários do INSS, empregados formais, trabalhadores por conta própria, empregados domésticos e pequenos empregadores.
Estima-se que o aumento do salário mínimo irá injetar R$ 81,7 bilhões na renda da economia em 2026. Caso a regra antiga estivesse em vigor, o mínimo seria de R$ 1.636, gerando um impacto ainda maior na renda, com R$ 93,7 bilhões.
O Dieese destaca que 70,8% dos beneficiários do INSS recebem o salário mínimo, representando 40% do total de benefícios. Cada R$ 1 a mais no piso eleva a despesa previdenciária em cerca de R$ 380,5 milhões por ano, sendo previsto um custo adicional de R$ 39 milhões por mês com o novo mínimo.
De acordo com o estudo do Dieese, o salário mínimo acumulou aumento real de 100% acima do INPC entre 2002 e 2026. A valorização real mais significativa ocorreu entre 2004 e 2014, com uma estagnação entre 2019 e 2022. A partir de 2023, os ganhos reais foram retomados, dentro de um limite fiscal mais rigoroso.
O órgão destaca que o salário mínimo nacional tem um impacto social relevante no país, sendo uma das políticas mais eficazes de combate à pobreza e desigualdade. Apesar do impacto sobre a despesa pública, parte do aumento retorna ao Estado por meio da arrecadação tributária.
As mudanças com o novo salário mínimo incluem os benefícios do INSS, que passarão a ser de R$ 1.621 em 2026, o BPC, que também será de R$ 1.621, o abono do PIS/Pasep e o seguro-desemprego. Além disso, a contribuição do MEI ao INSS aumentará para R$ 81,05.

